I Maratona Aperte o Play – Encerramento

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Adivinha quem começou uma maratona de filmes, mas terminou flopando? eu mesma! (não sabe do que estou falando? então clique). Não sei o que pensar, só sentir vergonha própria, mas ok.

Juro que tentei concluir tudo bonitinho, porém consegui assistir apenas 3 filmes que estavam na minha lista e falei apenas de um:

  • Os cafajestes
  • Mãe só há uma
  • O discreto charme da burguesia (falei sobre esse no blog. clique)

Inclusive, esse post saiu um pouco muito atrasado, ou seja, filma o flop do ano! Enfim, não sei quando irei participar de outra maratona, porque o medo de flopar again já é maior que tudo hahahaha.

Desculpem o flop e não desistam de mim! xx

 

 

O Discreto Charme da Burguesia (Le Charme Discret de La Bourgeoisie)

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Para começar a maratona (não sabe do que estou falando? clique) escolhi a categoria “vencedor do oscar” e pra essa categoria escolhi O Discreto Charme da Burguesia, dirigido por Luis Buñuel, que critica de forma irônica, misturando o sonho com a realidade, o comportamento de um grupo de amigos burgueses que sai para jantar, porém são interrompidos por diversas situações.

É incrível como, mesmo sendo de 1972, o filme consegue ser atemporal, pois ainda é comum observar o desprezo e a hipocrisia das pessoas que têm mais condições financeiras e status sociais superior para com as inferiores, e até entre eles. Na cena inicial, por exemplo, quando o grupo chega ao restaurante, se depara com um velório, porém um dos personagens se mostra indiferente à situação,  não dando a minima para o que estava acontecendo, afinal, ele estava ali para jantar, além dos funcionários que, mesmo durante o velório, continuam trabalhando.

É um filme que irei recomendar e muito. Pode parecer confuso no começo, ainda mais pro causa da mistura de sonho e realidade, mas quando conseguir mergulhar na história, fará todo sentido. É o primeiro filme do Luis Bañuel que assisti, mas com certeza irei assistir outros longas do dito cujo. “Qui homão da por*a!”

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆

 

I Maratona Aperte o Play – Apresentação

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Olha quem is back! Finalmente, ein?! O primeiro post de 2017 já começa com maratona.

I Maratona Aperte o Play foi organizada por 15 youtubers, com o objetivo de assistir 10 filmes em 20 dias! e não para por aí. A maratona tem 10 categorias, para deixá-la mais dinâmica.

A dita cuja começa dia 15 de janeiro e vai até o dia 03 de fevereiro. Quem participar e quiser dizer o que tá assistindo, se gostou ou não do filme tal, etc., usa a #MaratonaAperteOPlay nas redes sociais e/ou conversa com a galera pelo evento no facebook (clique aqui).

Como não sou boba nem nada (na verdade, estou cheia de filmes para assistir) vou participar da maratona, pra dar uma atualizada na minha lista cinematográfica. Enfim, let’s bora para as categorias e minhas escolhas.

  • 1- Adaptação literária

Garota Exemplar (Gone Girl). Sou tão apaixonada pelo livro que fico com medo da adaptação não ser tão boa quanto.

  • 2- Clássico

Cinderela em Paris (Funny Face). Preciso atualizar minha lista de clássicos URGENTEMENTE.

  • 3- Filme em preto e branco

O Cavalo de Turim (A Torinói ló). Eu deveria ter assistido há muito tempo, mas…

  • 4- Filme musical

Dançando no Escuro (Dancer in the Dark). Dizem que tem uma pegada meio triste, dizem…

  • 5- Filme latino-americano

Os Cafajestes. Coloquei brasileiro porque sim.

  • 6- Documentário

Edifício Master. Estou muito decepcionada comigo, por motivos de ainda não assisti esse.

  • 7- Filme de uma nacionalidade que você nunca tenha assistido

Vá e Veja (Idi i Smotri). Não lembro de ter assistido algum filme russo, aliás, tenho vários filmes russos no meu computador (oi Tarkovsky), mas acabo assistindo de outro lugar.

  • 8- Filme dirigido por mulher

Mãe Só Há Uma. Não sei, adoro a Anna Muylaert

  • 9- Filme vencedor do Oscar

O Discreto Charme da Burguesia (Le Charme Discret de La Bourgeoisie). Sempre começo, mas nunca termino.

  • 10- Uma animação

Perfect Blue. Ai ai.

Aqui tá a listinha que fiz no filmow pra organizar direitinho o que já vi/vou ver.

Ps1: é importante que vocês coloquem filmes que ainda não viram nas categorias, como forma de aprimorar seu acervo cinematográfico (que chique! hahahaha).

ps2: sim, irei comentar no blog sobre o filmes que eu assisti \o/

ps3: quem quiser me ver comentando sobre a maratona ou interagir comigo, estarei no @viciologias.

Aqui está a lista dos youtubers organizadores:

Se vocês participarem, mandem a listinha de filmes! vou adorar saber o que vocês pretendem assistir.

ENFIM, BOA MARATONA PARA NÓS \O/

Amizade Desfeita (Unfriended)

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Inspirado em verdadeiros atos suicidas, como Amanda Todd e Audri Pott, Amizade Desfeita, lançado em 2015, dirigido por Leo Gabriadze, conta a história de uma garota, Laura, que comete suicídio após um vídeo constrangedor seu cair na internet. Um ano depois, um grupo de seis amigos conversam via Skype e percebem que há uma sétima pessoa desconhecida na videoconferência, que revela ser sua ex-colega de classe, Laura, exigindo saber quem postou o vídeo que a levou à morte.

É bem comum os filmes do gênero drama abordar o assunto cyberbullying, mostrando como acontece e o que fazer em relação a isso, por exemplo. Além disso, o suspense é sempre mostrado com barulhos estranhos, fantasmas, etc. Porém, Unfriended traz o mesmo assunto, só que no gênero suspense e de forma vingativa. Pode-se dizer que o filme é original, nesse ponto.

Além do mais, o filme todo se passa em captura de tela, então se você queria muito ir ao cinema assisti-lo, mas não deu certo, que bom!. É bem melhor assistir pelo computador por causa disso. E se você deixar alguma janela do navegador aberta em alguma rede social (meu caso), ficará confuso/tenso, pois não saberá se a notificação foi para você ou para o personagem do filme.

O envolvimento dos personagens é bem natural, e isso faz a pessoa que está assistindo quase acreditar que aquilo é real. Tem algumas cenas que a música tem tudo a ver com a situação tal e isso deixa o clima mais tenso.

Enfim, se você quiser um filme para passar o tempo ou ver algo diferente, esse é um bom filme, mas, se quiser ficar com medo, desista. Admito que tive uns sustos aqui e acolá, todavia não foi lá essas coisas.

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ 

Victoria (Victoria)

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Victoria é um filme alemão, dirigido por Sebastian Schipper, lançado em 2015, usando apenas o plano sequência, fato que chamou completamente a minha atenção e despertou minha curiosidade.

Victoria (Laia Costa) é espanhola e trabalha em uma cafeteria em Berlim. Em uma determinada madrugada ela resolve ir à uma balada, porém, ao sair, Sonne (Frederick Lau), um desconhecido alemão, a chama para comemorar o aniversário do seu amigo, junto com outros 2. Como ela é nova na cidade e não conhece ninguém, acaba topando, assim forma-se uma pequena amizade entre eles.

Só que nem tudo são flores. Um dos amigos tem uma dívida com um gângster e para pagá-la acaba incluindo seus amigos, inclusive a Victoria, que até então não estava sabendo de nada, afinal não conhecia quase nada sobre aqueles rapazes. Victoria, impulsivamente, decide ajudá-los e entra no jogo como uma motorista, enquanto os outros vão roubar uma certa quantia de dinheiro em um banco. Claro que isso tudo não iria acabar bem.

Eu estou apaixonadamente tensa pelo filme. Começando pela personagem principal, que é muito solitária. Percebemos isso desde a primeira cena, por isso foi tão fácil o Sonne conseguir a atenção dela.

Outro motivo que me deixou nesse estado é o fato de não sabermos quase nada sobre os rapazes, assim o filme fica cheio de mistério e nos deixa com vontade de saber o que está por vir. Além de existir momentos que o som das cenas era retirado e substituído pela trilha sonora, que é angustiante.

Amei a proposta do diretor em utilizar o plano-sequência, porque conseguiu deixar o filme mais real. Mergulhei tanto na trama que até esqueci que era apenas uma câmera capturando a história de desconhecidos.

Victoria não é apenas uma história de amor à primeira vista e um assalto, mas também, é a história de uma jovem que aceita qualquer aventura para sair da sua mesmice, da sua solidão.

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

 

Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead)

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Winchester. Shaun (Simon Pegg) trabalha como vendedor e divide uma casa com Ed (Nick Frost), seu melhor amigo, e Pete (Peter Serafinowicz). Ele costuma ir sempre ao pub local, mas Liz (Kate Ashfield), sua namorada, está cansada de lá. Além disto ela sempre reclama que ele não se separa de Ed, apesar de suas piadas bobas e seu desinteresse em fazer algo útil. Para resolver a questão Shaun aceita marcar um encontro com Liz em outro restaurante, mas se esquece de fazer a reserva. Irritada, ela decide terminar com ele. Shaun, arrasado, se embebeda no seu pub predileto ao lado de Ed, sem notar que as pessoas à sua volta estão se tornando zumbis, devido a um estranho fenômeno.

Todo Mundo Quase Morto, dirigido por Edgar Wright (mesmo diretor de Scott Pilgrim Contra o Mundo), lançado em 2004, é mais uma sátira sobre zumbis que consegue divertir sem muito esforço.

O filme consegue ser engraçado ser exagerar nas piadas ou usá-las de forma excessiva, além do mais o que traz as partes mais engraçadas são as situações, ou melhor, os gestos. Por exemplo -mini spoiler- tem uma cena de luta que, no fundo, toca uma música do Queen! Não só isso, ainda têm os cortes rápidos que acontecem em alguns momentos (se eu disser mais, será spoiler).

No começo os personagens principais, Shaun e Ed, são idiotas e infantis, mas quando eles percebem o que está acontecendo, transformam-se em completos patetas. A partir daí a diversão começa. Os efeitos visuais, a trilha sonora são muito bem trabalhadas (deu para perceber assim que eu citei o Queen, não é mesmo?).

Enfim, recomendadíssimo para quem quer passar o tempo e dar boas risadas.

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆  

Pecados Antigos, Longas Sombras (La Isla Mínima)

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Estou sendo um fracasso nessa maratona, desculpem-me! Sabe quando bate aquela “abstinência”, preguiça, etc? Então! Isso tá aconteceu comigo #xatiada. Porém, prometi a vocês (e a mim) essa maratona, por isso NÃO VOU DESISTIR \O/. Vamos para o filme do dia.

Pecados Antigos, Longas Sombras (título Br sempre filosófico), de 2015, é um filme espanhol dirigido por Alberto Rodríguez, que se passa no ano de 1980Tudo começa com o desaparecimento de duas irmãs, por isso, Juan (Javier Gutiérrez) e Pedro (Raúl Arévalo), dois policiais de Madri, são enviados para a investigar o caso. 

Esse filme me lembrou a primeira temporada de True Detective por ser dois policiais; o Juan parece o Martin, e o Pedro, Rust (apenas nas características físicas); e a fotografia/cores. A diferença é que em TD, além do fato d’eles desvendarem o caso, sabemos sobre a história pessoal deles. Já em La Isla Mínima, eles só desvendam e pronto.

Pode até ser considerado suspense policial, pois tem cenas que nos deixam aflitos, principalmente, com as perseguições. Só não dei 5 estrelas porque o final poderia ter sido melhor. Conseguiu fechar o longa? sim, mas para um longa como esse foi muito “OK”. Além disso, o final deixou um gostinho de continuação (espero que tenha mesmo).

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆