O Discreto Charme da Burguesia (Le Charme Discret de La Bourgeoisie)

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Para começar a maratona (não sabe do que estou falando? clique) escolhi a categoria “vencedor do oscar” e pra essa categoria escolhi O Discreto Charme da Burguesia, dirigido por Luis Buñuel, que critica de forma irônica, misturando o sonho com a realidade, o comportamento de um grupo de amigos burgueses que sai para jantar, porém são interrompidos por diversas situações.

É incrível como, mesmo sendo de 1972, o filme consegue ser atemporal, pois ainda é comum observar o desprezo e a hipocrisia das pessoas que têm mais condições financeiras e status sociais superior para com as inferiores, e até entre eles. Na cena inicial, por exemplo, quando o grupo chega ao restaurante, se depara com um velório, porém um dos personagens se mostra indiferente à situação,  não dando a minima para o que estava acontecendo, afinal, ele estava ali para jantar, além dos funcionários que, mesmo durante o velório, continuam trabalhando.

É um filme que irei recomendar e muito. Pode parecer confuso no começo, ainda mais pro causa da mistura de sonho e realidade, mas quando conseguir mergulhar na história, fará todo sentido. É o primeiro filme do Luis Bañuel que assisti, mas com certeza irei assistir outros longas do dito cujo. “Qui homão da por*a!”

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆

 

Amizade Desfeita (Unfriended)

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Inspirado em verdadeiros atos suicidas, como Amanda Todd e Audri Pott, Amizade Desfeita, lançado em 2015, dirigido por Leo Gabriadze, conta a história de uma garota, Laura, que comete suicídio após um vídeo constrangedor seu cair na internet. Um ano depois, um grupo de seis amigos conversam via Skype e percebem que há uma sétima pessoa desconhecida na videoconferência, que revela ser sua ex-colega de classe, Laura, exigindo saber quem postou o vídeo que a levou à morte.

É bem comum os filmes do gênero drama abordar o assunto cyberbullying, mostrando como acontece e o que fazer em relação a isso, por exemplo. Além disso, o suspense é sempre mostrado com barulhos estranhos, fantasmas, etc. Porém, Unfriended traz o mesmo assunto, só que no gênero suspense e de forma vingativa. Pode-se dizer que o filme é original, nesse ponto.

Além do mais, o filme todo se passa em captura de tela, então se você queria muito ir ao cinema assisti-lo, mas não deu certo, que bom!. É bem melhor assistir pelo computador por causa disso. E se você deixar alguma janela do navegador aberta em alguma rede social (meu caso), ficará confuso/tenso, pois não saberá se a notificação foi para você ou para o personagem do filme.

O envolvimento dos personagens é bem natural, e isso faz a pessoa que está assistindo quase acreditar que aquilo é real. Tem algumas cenas que a música tem tudo a ver com a situação tal e isso deixa o clima mais tenso.

Enfim, se você quiser um filme para passar o tempo ou ver algo diferente, esse é um bom filme, mas, se quiser ficar com medo, desista. Admito que tive uns sustos aqui e acolá, todavia não foi lá essas coisas.

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ 

Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead)

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Winchester. Shaun (Simon Pegg) trabalha como vendedor e divide uma casa com Ed (Nick Frost), seu melhor amigo, e Pete (Peter Serafinowicz). Ele costuma ir sempre ao pub local, mas Liz (Kate Ashfield), sua namorada, está cansada de lá. Além disto ela sempre reclama que ele não se separa de Ed, apesar de suas piadas bobas e seu desinteresse em fazer algo útil. Para resolver a questão Shaun aceita marcar um encontro com Liz em outro restaurante, mas se esquece de fazer a reserva. Irritada, ela decide terminar com ele. Shaun, arrasado, se embebeda no seu pub predileto ao lado de Ed, sem notar que as pessoas à sua volta estão se tornando zumbis, devido a um estranho fenômeno.

Todo Mundo Quase Morto, dirigido por Edgar Wright (mesmo diretor de Scott Pilgrim Contra o Mundo), lançado em 2004, é mais uma sátira sobre zumbis que consegue divertir sem muito esforço.

O filme consegue ser engraçado ser exagerar nas piadas ou usá-las de forma excessiva, além do mais o que traz as partes mais engraçadas são as situações, ou melhor, os gestos. Por exemplo -mini spoiler- tem uma cena de luta que, no fundo, toca uma música do Queen! Não só isso, ainda têm os cortes rápidos que acontecem em alguns momentos (se eu disser mais, será spoiler).

No começo os personagens principais, Shaun e Ed, são idiotas e infantis, mas quando eles percebem o que está acontecendo, transformam-se em completos patetas. A partir daí a diversão começa. Os efeitos visuais, a trilha sonora são muito bem trabalhadas (deu para perceber assim que eu citei o Queen, não é mesmo?).

Enfim, recomendadíssimo para quem quer passar o tempo e dar boas risadas.

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆  

Pecados Antigos, Longas Sombras (La Isla Mínima)

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Estou sendo um fracasso nessa maratona, desculpem-me! Sabe quando bate aquela “abstinência”, preguiça, etc? Então! Isso tá aconteceu comigo #xatiada. Porém, prometi a vocês (e a mim) essa maratona, por isso NÃO VOU DESISTIR \O/. Vamos para o filme do dia.

Pecados Antigos, Longas Sombras (título Br sempre filosófico), de 2015, é um filme espanhol dirigido por Alberto Rodríguez, que se passa no ano de 1980Tudo começa com o desaparecimento de duas irmãs, por isso, Juan (Javier Gutiérrez) e Pedro (Raúl Arévalo), dois policiais de Madri, são enviados para a investigar o caso. 

Esse filme me lembrou a primeira temporada de True Detective por ser dois policiais; o Juan parece o Martin, e o Pedro, Rust (apenas nas características físicas); e a fotografia/cores. A diferença é que em TD, além do fato d’eles desvendarem o caso, sabemos sobre a história pessoal deles. Já em La Isla Mínima, eles só desvendam e pronto.

Pode até ser considerado suspense policial, pois tem cenas que nos deixam aflitos, principalmente, com as perseguições. Só não dei 5 estrelas porque o final poderia ter sido melhor. Conseguiu fechar o longa? sim, mas para um longa como esse foi muito “OK”. Além disso, o final deixou um gostinho de continuação (espero que tenha mesmo).

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆  

 

 

Sala do Suicídio (Sala Samobójców)

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Dominik (Jakub Gierszal) é um garoto comum. Ele tem um monte de amigos, pais ricos e dinheiro para gastar em roupas de marca. Mas um beijo inocente com um colega muda tudo. Ele sofre bullying e começa a isolar-se do mundo exterior, vivendo todo o seu tempo em seu computador. Ele conhece uma garota anônima que lhe apresenta a “sala suicida”, um lugar do qual não há escapatória. Pego em uma armadilha tecida por suas próprias emoções, Dominik torna-se enredado numa teia de intrigas e gradualmente perde o que ele mais aprecia.

Sala do Suicídio, dirigido por Jan Komasa, conta a história de Dominik, um garoto que, apesar de ter tudo o que quer (material), ainda não está satisfeito. Dizendo assim, parece até que ele é mimado! Mas, não é bem assim.

Começando pelo seus pais que não estão nem aí para ele, só querem saber de status e pronto. Além disso -spoiler- eles tentam manter o casamento, mesmo sabendo que ambos pularam a cerca.

Além do mais, por causa de um beijo que ele deu em um garoto -isso foi por causa de uma aposta- tudo mudou. Esse garoto fica provocando o Dominik, dando algumas indiretas de forma, digamos, sexual. Este acaba acreditando que terá alguma chance com esse garoto.

Todavia, a vida nem sempre está conosco. O garoto das insinuações acaba fazendo uma coisa X com o Dominik por causa de uma coisa Y (não vou contar porque começa os spoilers).

É por esses e outros motivos que Dominik acaba encontrando o Suicide Room e virando amigo da Sylwia (a “garota anônima”, que cita a sinopse).

É um filme MUITO angustiante, com certeza ninguém quer sentir o que Dominik sente, mas quem já sentiu (pelo menos um pouco) sabe como é extremamente ruim. Vi alguns comentários depois que terminei de assisti-lo e muitos deles diziam que o personagem principal é muito mimado e blá blá blá. É aquela história: cada um sabe da dor que tá sentindo. Para os que observam, a dor é passageira ou exagerada, mas para quem está sentindo, é o fim. Falando em fim, o que falar daquele final, ein? socorro! ainda não superei.

“Nós queremos passar pela morte de uma forma digna e sem dor.”

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆  ♥

Closer: Perto Demais (closer)

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Closer é um filme dirigido por Mike Nichols que apresenta uma dramática/romântica história sobre amor à primeira vista, traições, sinceridade no relacionamento. O elenco é formado por um jornalista de obituários Dan (Jude Law), a Stripper Alice (Natalie Portman), a fotógrafa Anna (Julia Roberts) e o médico Larry (Clive Owen).

As partes mais surpreendentes do filme com certeza foram o início e o fim, que começa e termina com uma música do Damien Rice (The Blower’s Daughter). Claro que não foi apenas isso, mas se eu contar será spoiler, então… Já que citei a música do Damien, vou falar da trilha sonora que tem até música Br!

Os diálogos do filme são muito inteligentes e tão sinceros que chega a ser assustador! É uma verdade nua e crua que, por mais que saibamos, não queremos admitir.

Minha personagem favorita é a Alice que mesmo sendo mais nova é a mais sábia e realista, é ela que carrega os melhores diálogos e citações (inclusive anotei algumas no meu caderno), enquanto os mais velhos são mais dramáticos e têm medo da verdade.

Mesmo com um tom pessimista (sei que não agrada todo mundo) recomendo e muito, pois ele trás, de forma inteligente, uma realidade dos relacionamentos que muitas pessoas não conseguem enxergar (ou não querem?).

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆