Victoria (Victoria)

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Victoria é um filme alemão, dirigido por Sebastian Schipper, lançado em 2015, usando apenas o plano sequência, fato que chamou completamente a minha atenção e despertou minha curiosidade.

Victoria (Laia Costa) é espanhola e trabalha em uma cafeteria em Berlim. Em uma determinada madrugada ela resolve ir à uma balada, porém, ao sair, Sonne (Frederick Lau), um desconhecido alemão, a chama para comemorar o aniversário do seu amigo, junto com outros 2. Como ela é nova na cidade e não conhece ninguém, acaba topando, assim forma-se uma pequena amizade entre eles.

Só que nem tudo são flores. Um dos amigos tem uma dívida com um gângster e para pagá-la acaba incluindo seus amigos, inclusive a Victoria, que até então não estava sabendo de nada, afinal não conhecia quase nada sobre aqueles rapazes. Victoria, impulsivamente, decide ajudá-los e entra no jogo como uma motorista, enquanto os outros vão roubar uma certa quantia de dinheiro em um banco. Claro que isso tudo não iria acabar bem.

Eu estou apaixonadamente tensa pelo filme. Começando pela personagem principal, que é muito solitária. Percebemos isso desde a primeira cena, por isso foi tão fácil o Sonne conseguir a atenção dela.

Outro motivo que me deixou nesse estado é o fato de não sabermos quase nada sobre os rapazes, assim o filme fica cheio de mistério e nos deixa com vontade de saber o que está por vir. Além de existir momentos que o som das cenas era retirado e substituído pela trilha sonora, que é angustiante.

Amei a proposta do diretor em utilizar o plano-sequência, porque conseguiu deixar o filme mais real. Mergulhei tanto na trama que até esqueci que era apenas uma câmera capturando a história de desconhecidos.

Victoria não é apenas uma história de amor à primeira vista e um assalto, mas também, é a história de uma jovem que aceita qualquer aventura para sair da sua mesmice, da sua solidão.

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

 

Sala do Suicídio (Sala Samobójców)

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Dominik (Jakub Gierszal) é um garoto comum. Ele tem um monte de amigos, pais ricos e dinheiro para gastar em roupas de marca. Mas um beijo inocente com um colega muda tudo. Ele sofre bullying e começa a isolar-se do mundo exterior, vivendo todo o seu tempo em seu computador. Ele conhece uma garota anônima que lhe apresenta a “sala suicida”, um lugar do qual não há escapatória. Pego em uma armadilha tecida por suas próprias emoções, Dominik torna-se enredado numa teia de intrigas e gradualmente perde o que ele mais aprecia.

Sala do Suicídio, dirigido por Jan Komasa, conta a história de Dominik, um garoto que, apesar de ter tudo o que quer (material), ainda não está satisfeito. Dizendo assim, parece até que ele é mimado! Mas, não é bem assim.

Começando pelo seus pais que não estão nem aí para ele, só querem saber de status e pronto. Além disso -spoiler- eles tentam manter o casamento, mesmo sabendo que ambos pularam a cerca.

Além do mais, por causa de um beijo que ele deu em um garoto -isso foi por causa de uma aposta- tudo mudou. Esse garoto fica provocando o Dominik, dando algumas indiretas de forma, digamos, sexual. Este acaba acreditando que terá alguma chance com esse garoto.

Todavia, a vida nem sempre está conosco. O garoto das insinuações acaba fazendo uma coisa X com o Dominik por causa de uma coisa Y (não vou contar porque começa os spoilers).

É por esses e outros motivos que Dominik acaba encontrando o Suicide Room e virando amigo da Sylwia (a “garota anônima”, que cita a sinopse).

É um filme MUITO angustiante, com certeza ninguém quer sentir o que Dominik sente, mas quem já sentiu (pelo menos um pouco) sabe como é extremamente ruim. Vi alguns comentários depois que terminei de assisti-lo e muitos deles diziam que o personagem principal é muito mimado e blá blá blá. É aquela história: cada um sabe da dor que tá sentindo. Para os que observam, a dor é passageira ou exagerada, mas para quem está sentindo, é o fim. Falando em fim, o que falar daquele final, ein? socorro! ainda não superei.

“Nós queremos passar pela morte de uma forma digna e sem dor.”

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆  ♥

Closer: Perto Demais (closer)

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Closer é um filme dirigido por Mike Nichols que apresenta uma dramática/romântica história sobre amor à primeira vista, traições, sinceridade no relacionamento. O elenco é formado por um jornalista de obituários Dan (Jude Law), a Stripper Alice (Natalie Portman), a fotógrafa Anna (Julia Roberts) e o médico Larry (Clive Owen).

As partes mais surpreendentes do filme com certeza foram o início e o fim, que começa e termina com uma música do Damien Rice (The Blower’s Daughter). Claro que não foi apenas isso, mas se eu contar será spoiler, então… Já que citei a música do Damien, vou falar da trilha sonora que tem até música Br!

Os diálogos do filme são muito inteligentes e tão sinceros que chega a ser assustador! É uma verdade nua e crua que, por mais que saibamos, não queremos admitir.

Minha personagem favorita é a Alice que mesmo sendo mais nova é a mais sábia e realista, é ela que carrega os melhores diálogos e citações (inclusive anotei algumas no meu caderno), enquanto os mais velhos são mais dramáticos e têm medo da verdade.

Mesmo com um tom pessimista (sei que não agrada todo mundo) recomendo e muito, pois ele trás, de forma inteligente, uma realidade dos relacionamentos que muitas pessoas não conseguem enxergar (ou não querem?).

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ 

Histórias Cruzadas (The Help)

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Quero deixar bem claro que estou postando essa resenha dia 07/12, às 23:30, porém, como estamos no horário de verão, vai aparecer como se eu estivesse postando dia 08/12.

Opa, vamos começar a “maratona de férias” (não sabe do que estou falando? clique) com um filme que baixei faz vários meses, mas acabei esquecendo da existência dele no meu pc (nunca vou me perdoar por isso). Histórias Cruzadas (The Help) é uma adaptação do livro A Resposta (escrito por Kathryn Stockett), dirigido por Tate Taylor  que retrata, de forma explicita, a desigualdade racial.

Jackson, pequena cidade no estado do Mississipi, anos 60. Skeeter (Emma Stone) é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark (Viola Davis), a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista, o que desagrada a sociedade como um todo. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.

Apesar do filme ser mostrado nos anos 60, infelizmente ele não deixa de ser atual. Mesmo mostrando essa diferença com empregadas domésticas, sabe-se que também acontece com outros tipos de profissões.

Em vários momentos do filme fiquei com muito desgosto, raiva, com vontade de esmagar o pescoço de alguns personagens, em outros, quase me acabo de chorar com as histórias contadas pelas empregadas, porém, apesar desse drama todo, tem uma pitada de comédia.

Mesmo com a Emma Stone no elenco, quem roubou as cenas foram Viola Daviscom todo seu amor e força de vontade e Octavia Spencer, que trouxe o humor para o filme.

Retrato realista sobre sabermos que todos nós temos sonhos e pesadelos, mas, mesmo assim, ainda existem pessoas que se acham melhores que outras, seja por status ou cor.

Ps: Na minha opinião, os racistas deveriam comer aquela torta… (só assistindo ao filme para entender hahaha)

“Você é gentil. Você é inteligente. Você é importante.”

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Lari assistiu: Clube dos Cinco

2bad46dc35f072f9d4b45f393ecaea63_jpg_290x478_upscale_q90Titulo Original: The Breakfast Club

Ano: 1985

Direção: John Hughes

Gênero: Drama, Comédia

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Sinopse: Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre eles passam a aceitar uns aos outros, fazem várias confissões e tornam-se amigos.

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Lari acompanhou: True Detective – 1ª temporada

Já que True Detective é aquele tipo de série que cada temporada a história se passa em um lugar diferente, com personagens diferentes etc, então resolvi comentar sobre cada uma delas.

true-detective-1a-temporada_t76295_jpg_290x478_upscale_q90Direção: Cary Fukunaga

Canal: HBO

Ano: 2014

Duração: 8 episódios; aproximadamente 60 minutos.

Gênero: Drama, Mistério, Policial

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Sinopse: A história é narrada por diferentes perspectivas. Ela acompanha as investigações de um crime que teria sido cometido por um assassino em série. O caso é investigado pelos detetives Rust Cohle (Matthew McConaughey) e Martin Hart (Woody Harrelson) em 1995, na Louisiana. Dezessete anos depois, o caso é reaberto e os próprios detetives passam a ser questionados pela polícia, que ainda tentam prender o mesmo criminoso. Passado e presente serão apresentados em paralelo.

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Lari acompanhou: Red Band Society

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Direção: Alfonso Gomez-Rejon

Nº de Temporadas: 1

Canal: Fox

Ano: 2014

Duração: 13 episódios; aproximadamente 42 minutos.

Gênero: Comédia dramática

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Sinopse: A história acompanha a vida de seis adolescentes com sérios problemas de saúde vivendo na ala infantil de um hospital. Leo Roth é um rapaz de dezesseis anos que sofre de câncer. Internado há um ano, ele se sente frustrado com seu tratamento. Leo divide o quarto com o mexicano Jordi Palacios, imigrante ilegal que foi para os EUA em busca de tratamento. Ele sofre de câncer e terá que passar por uma cirurgia. Jordi se apaixona por Emma Chota, jovem que sofre de anorexia. No grupo também estão Kara, uma líder de torcida que foi internada depois de desmaiar durante os treinos; e Dash Hosney, amigo de Leo que sofre de fibrose e está determinado a viver cada dia como se fosse o último. A história é narrada por Charlie, um garoto de doze anos que está em coma.

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