Amizade Desfeita (Unfriended)

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Inspirado em verdadeiros atos suicidas, como Amanda Todd e Audri Pott, Amizade Desfeita, lançado em 2015, dirigido por Leo Gabriadze, conta a história de uma garota, Laura, que comete suicídio após um vídeo constrangedor seu cair na internet. Um ano depois, um grupo de seis amigos conversam via Skype e percebem que há uma sétima pessoa desconhecida na videoconferência, que revela ser sua ex-colega de classe, Laura, exigindo saber quem postou o vídeo que a levou à morte.

É bem comum os filmes do gênero drama abordar o assunto cyberbullying, mostrando como acontece e o que fazer em relação a isso, por exemplo. Além disso, o suspense é sempre mostrado com barulhos estranhos, fantasmas, etc. Porém, Unfriended traz o mesmo assunto, só que no gênero suspense e de forma vingativa. Pode-se dizer que o filme é original, nesse ponto.

Além do mais, o filme todo se passa em captura de tela, então se você queria muito ir ao cinema assisti-lo, mas não deu certo, que bom!. É bem melhor assistir pelo computador por causa disso. E se você deixar alguma janela do navegador aberta em alguma rede social (meu caso), ficará confuso/tenso, pois não saberá se a notificação foi para você ou para o personagem do filme.

O envolvimento dos personagens é bem natural, e isso faz a pessoa que está assistindo quase acreditar que aquilo é real. Tem algumas cenas que a música tem tudo a ver com a situação tal e isso deixa o clima mais tenso.

Enfim, se você quiser um filme para passar o tempo ou ver algo diferente, esse é um bom filme, mas, se quiser ficar com medo, desista. Admito que tive uns sustos aqui e acolá, todavia não foi lá essas coisas.

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ 

Victoria (Victoria)

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Victoria é um filme alemão, dirigido por Sebastian Schipper, lançado em 2015, usando apenas o plano sequência, fato que chamou completamente a minha atenção e despertou minha curiosidade.

Victoria (Laia Costa) é espanhola e trabalha em uma cafeteria em Berlim. Em uma determinada madrugada ela resolve ir à uma balada, porém, ao sair, Sonne (Frederick Lau), um desconhecido alemão, a chama para comemorar o aniversário do seu amigo, junto com outros 2. Como ela é nova na cidade e não conhece ninguém, acaba topando, assim forma-se uma pequena amizade entre eles.

Só que nem tudo são flores. Um dos amigos tem uma dívida com um gângster e para pagá-la acaba incluindo seus amigos, inclusive a Victoria, que até então não estava sabendo de nada, afinal não conhecia quase nada sobre aqueles rapazes. Victoria, impulsivamente, decide ajudá-los e entra no jogo como uma motorista, enquanto os outros vão roubar uma certa quantia de dinheiro em um banco. Claro que isso tudo não iria acabar bem.

Eu estou apaixonadamente tensa pelo filme. Começando pela personagem principal, que é muito solitária. Percebemos isso desde a primeira cena, por isso foi tão fácil o Sonne conseguir a atenção dela.

Outro motivo que me deixou nesse estado é o fato de não sabermos quase nada sobre os rapazes, assim o filme fica cheio de mistério e nos deixa com vontade de saber o que está por vir. Além de existir momentos que o som das cenas era retirado e substituído pela trilha sonora, que é angustiante.

Amei a proposta do diretor em utilizar o plano-sequência, porque conseguiu deixar o filme mais real. Mergulhei tanto na trama que até esqueci que era apenas uma câmera capturando a história de desconhecidos.

Victoria não é apenas uma história de amor à primeira vista e um assalto, mas também, é a história de uma jovem que aceita qualquer aventura para sair da sua mesmice, da sua solidão.

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

 

Pecados Antigos, Longas Sombras (La Isla Mínima)

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Estou sendo um fracasso nessa maratona, desculpem-me! Sabe quando bate aquela “abstinência”, preguiça, etc? Então! Isso tá aconteceu comigo #xatiada. Porém, prometi a vocês (e a mim) essa maratona, por isso NÃO VOU DESISTIR \O/. Vamos para o filme do dia.

Pecados Antigos, Longas Sombras (título Br sempre filosófico), de 2015, é um filme espanhol dirigido por Alberto Rodríguez, que se passa no ano de 1980Tudo começa com o desaparecimento de duas irmãs, por isso, Juan (Javier Gutiérrez) e Pedro (Raúl Arévalo), dois policiais de Madri, são enviados para a investigar o caso. 

Esse filme me lembrou a primeira temporada de True Detective por ser dois policiais; o Juan parece o Martin, e o Pedro, Rust (apenas nas características físicas); e a fotografia/cores. A diferença é que em TD, além do fato d’eles desvendarem o caso, sabemos sobre a história pessoal deles. Já em La Isla Mínima, eles só desvendam e pronto.

Pode até ser considerado suspense policial, pois tem cenas que nos deixam aflitos, principalmente, com as perseguições. Só não dei 5 estrelas porque o final poderia ter sido melhor. Conseguiu fechar o longa? sim, mas para um longa como esse foi muito “OK”. Além disso, o final deixou um gostinho de continuação (espero que tenha mesmo).

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆  

 

 

Sala do Suicídio (Sala Samobójców)

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Dominik (Jakub Gierszal) é um garoto comum. Ele tem um monte de amigos, pais ricos e dinheiro para gastar em roupas de marca. Mas um beijo inocente com um colega muda tudo. Ele sofre bullying e começa a isolar-se do mundo exterior, vivendo todo o seu tempo em seu computador. Ele conhece uma garota anônima que lhe apresenta a “sala suicida”, um lugar do qual não há escapatória. Pego em uma armadilha tecida por suas próprias emoções, Dominik torna-se enredado numa teia de intrigas e gradualmente perde o que ele mais aprecia.

Sala do Suicídio, dirigido por Jan Komasa, conta a história de Dominik, um garoto que, apesar de ter tudo o que quer (material), ainda não está satisfeito. Dizendo assim, parece até que ele é mimado! Mas, não é bem assim.

Começando pelo seus pais que não estão nem aí para ele, só querem saber de status e pronto. Além disso -spoiler- eles tentam manter o casamento, mesmo sabendo que ambos pularam a cerca.

Além do mais, por causa de um beijo que ele deu em um garoto -isso foi por causa de uma aposta- tudo mudou. Esse garoto fica provocando o Dominik, dando algumas indiretas de forma, digamos, sexual. Este acaba acreditando que terá alguma chance com esse garoto.

Todavia, a vida nem sempre está conosco. O garoto das insinuações acaba fazendo uma coisa X com o Dominik por causa de uma coisa Y (não vou contar porque começa os spoilers).

É por esses e outros motivos que Dominik acaba encontrando o Suicide Room e virando amigo da Sylwia (a “garota anônima”, que cita a sinopse).

É um filme MUITO angustiante, com certeza ninguém quer sentir o que Dominik sente, mas quem já sentiu (pelo menos um pouco) sabe como é extremamente ruim. Vi alguns comentários depois que terminei de assisti-lo e muitos deles diziam que o personagem principal é muito mimado e blá blá blá. É aquela história: cada um sabe da dor que tá sentindo. Para os que observam, a dor é passageira ou exagerada, mas para quem está sentindo, é o fim. Falando em fim, o que falar daquele final, ein? socorro! ainda não superei.

“Nós queremos passar pela morte de uma forma digna e sem dor.”

Avaliação: ☆ ☆ ☆ ☆  ♥